Coppe ajuda a restaurar obras do Museu Nacional de Belas Artes

Pesquisadora da Coppe ajudou a analisar 33 de cerca de 200 obras da galeria Século XIX do Museu Nacional de Belas Artes.

O Museu Nacional de Belas Artes acaba de reabrir a galeria Século XIX, que ficou fechada durante três anos para restauração de obras do acervo. A sala contém trabalhos de importantes artistas brasileiros, como Eliseu Visconti e Pedro Américo. Por trás desses esforços, está uma metodologia e um aparelho portátil, ambos desenvolvidos nos laboratórios da Coppe pela pesquisadora Cristiane Calza, do Programa de Engenharia Nuclear.

O equipamento, um sistema portátil de fluorescência de raios-x, é fruto de tese de doutorado defendida pela pesquisadora e orientada pelo professor Ricardo Tadeu Lopes. Utilizando uma técnica chamada de fluorescência de raios X, o aparelho ajudou a identificar os tipos de pigmentos usados originalmente pelos artistas e os materiais utilizados em retoques durante os processos de restauro anteriores. Essas são informações importantes para apoiar o trabalho dos restauradores.

Das cerca de 200 obras restauradas na galeria do Século XIX, 33 passaram pela análise de Cristiane, dentre elas “A Primeira Missa no Brasil”, de Victor Meirelles , “O Último Tamoio” e “Estudo de Mulher”, de Rodolfo Amoedo; e “Gioventú” e “Recompensa de São Sebastião”, de Eliseu Visconti. A pesquisadora da Coppe Cristiane Calza ajudou a analisar 33 de cerca de 200 obras da galeria O acervo da galeria Século XIX do Museu Nacional de Belas Artes é o maior do gênero no Brasil. Além de trabalhos de Victor Meirelles e Pedro Américo (dois dos pintores preferidos do imperador Pedro II), contém obras de Eliseu Visconti e Henrique Bernardelli, entre outros renomados artistas brasileiros do período. Começou a ser montado quando a família real portuguesa veio para o Brasil em 1808 e D. João VI fundou no Rio de Janeiro a Academia de Belas Artes, embrião da atual Escola Nacional de Belas Artes. “Ele trouxe artistas franceses para atuarem como professores e os alunos, patrocinados pelo rei, aprendiam técnicas de pintura e retratavam o Brasil da época”, explica Cristiane. Quando o Museu foi criado, em 1938, herdou as obras dos antigos professores e estudantes, além de ter sido bastante enriquecido pelos trabalhos de artistas que viveram e produziram no Segundo Reinado.

 

Fonte: Portal Coppe Notícias 

 

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