Entrevista: Nelson Ebecken fala sobre o livro "Coppe 50 anos" e sua trajetória na UFRJ

Professor da Coppe/UFRJ, Nelson Ebecken, editou junto a Luiz Bevilacqua livro que reúne depoimentos e relatos da história dos 50 anos da Coppe.

Como celebração pelos 50 anos da Coppe/UFRJ vários depoimentos de professores da instituição foram reunidos e editados pelos professores Luiz Bevilacqua e Nelson Ebecken. A Assessoria de Comunicação da Decania do CT entrevistou o professor Nelson que respondeu algumas questões sobre essa experiência.

Assessoria de Comunicação - Um livro com a reunião de depoimentos sobre a história da Coppe é algo muito interessante. De onde e de quem partiu esta ideia?
Nelson Ebecken-  Esta ideia é do professor Bevilacqua e pareceu a melhor maneira de registrar uma homenagem aos 50 anos da COPPE. Tem depoimentos muito significativos de pessoas que viveram a época do "homem COPPE", que vestiram a camisa e que definiram o padrão de qualidade da instituição baseado nas premissas do fundador. 
ASCOM - Como a história e ascensão da Coppe refletem-se no desenvolvimento do Brasil?
NE - A COPPE foi a primeira instituição de pós-graduação em engenharia da América do Sul, estabeleceu o regime de dedicação exclusiva a pesquisa e a interação com a indústria através da Fundação Coppetec. Teve sempre uma posição inovadora e contribuiu para o desenvolvimento científico, formando profissionais e criando suporte científico em várias iniciativas tecnológicas pioneiras. Participou desde 1977 por exemplo, da produção de petróleo no mar, encontrando soluções adequadas as características do nosso litoral. 
ASCOM -  De que forma a trajetória das cinco décadas da Coppe influenciaram sua vida?
NE - Estou na Coppe desde 1971 e foi o meu primeiro e único emprego. Participei do desenvolvimento do método dos elementos finitos desde então, e essa época foi revolucionária para a engenharia e desenvolvimento de sistemas computacionais. Acho que esse espírito de descobrir coisas novas trouxe para minha geração grande entusiasmo para a pesquisa e um desejo de evoluir e encarar desafios. 
ASCOM - Conte como foi selecionar os marcos e depoimentos mais marcantes para celebrar e contar a história da Coppe?
NE - Eu tentei fazer isso em 6 páginas no livro e não sei se consegui. Talvez eu precisasse de 60 páginas para fazer um resumo razoável dos fatos mais importantes que eu presenciei. Por isso o título do meu texto foi "A COPPE dos anos 70 tinha um brilho especial". As pessoas eram mais dedicadas, mais pontuais, mais comprometidas com a ciência, os professores mais internacionais e de nível, havia pouca burocracia, a carreira era mais científica, muito menos intervenção política-partidária, menos alpinistas tentando se promover com jogadas para a torcida, e etc...Talvez eu esteja parecendo excessivamente saudosista. Mas depois desse estabelecimento de padrões iniciais de qualidade e da possível interação com a indústria, a Petrobras em muito contribuiu para a Coppe com desafios. Seguiram-se  a computação de alto desempenho, as áreas interdisciplinares, a evolução da ciência do conhecimento, novos sensores, inteligência computacional, big data, etc...
Foto: Decano Fernando Ribeiro e Nelson Ebecken no lançamento do livro "Coppe 50 anos" realizado em maio.
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